Aichi: Brasileiro que invadiu imóvel durante perseguição vira réu por fazer compatriota refém

Investigação aponta que Rogério Rodrigues Saito usou uma tesoura para subjugar a vítima por duas horas dentro de apartamento

Aichi: Brasileiro que invadiu imóvel durante perseguição vira réu por fazer compatriota refém

O cidadão brasileiro Rogério Rodrigues Saito tornou-se alvo de uma nova e grave acusação criminal na província de Aichi. De acordo com informações divulgadas pela emissora Chukyo TV, o homem agora responde por invasão de domicílio e cárcere privado após violar um perímetro de segurança e render um morador no bairro Tame Nakamachi, na cidade de Toyohashi, no início de maio.

Os relatórios policiais indicam que o investigado permaneceu no interior do imóvel por cerca de duas horas, período no qual manteve a vítima — um compatriota de 38 anos — sob constante violência psicológica e ameaça física direta, utilizando uma tesoura pressionada contra o pescoço do residente. Apesar do cenário de extrema tensão, o morador não sofreu ferimentos e declarou às autoridades que não possuía vínculos de amizade com o agressor, conhecendo-o apenas visualmente da região.

Cerco tático, fuga do condutor e o comportamento do acusado no tribunal

O desdobramento do crime teve início na tarde do dia 4 de maio, quando patrulheiros identificaram um automóvel circulando com placas de identificação clonadas ou furtadas. Ao notar a aproximação das viaturas para a abordagem de rotina, Saito abandonou o veículo em via pública e iniciou uma fuga a pé, invadindo o complexo residencial mais próximo para tentar despistar as forças de segurança.

  • Resistência armada: Ao se trancar nas dependências do imóvel invadido, o suspeito confrontou os oficiais empunhando o objeto cortante e gritando frases de efeito como: "Se entrarem, eu mato".

  • Ação da polícia: Diante do impasse nas negociações e do risco iminente à vida do refém, equipes táticas isolaram o perímetro, evacuaram o edifício e realizaram a invasão forçada do recinto.

Naquela oportunidade, o brasileiro foi detido em flagrante por obstrução da justiça e desacato. Embora tenha sido liberado temporariamente pela Promotoria Pública enquanto o processo inicial ficava sob pendência, a constatação posterior do crime de cárcere privado resultou em um novo mandado de prisão preventiva. Durante o reinterrogatório conduzido pelos detetives, Saito optou por exercer seu direito constitucional e manteve-se em total silêncio.

Fonte: Chukyo TV