“Foi a primeira grande briga entre nós”
Segundo a filha, o desentendimento com o pai foi algo incomum dentro da relação familiar.
Ela descreveu Abe como alguém alegre, carinhoso e presente em sua vida cotidiana.
“Nós costumamos fazer piadas juntos, rir e sair para comer como uma família comum”, relatou.
A jovem explicou que nunca havia vivido uma discussão daquela proporção com o pai e que, sem saber como agir emocionalmente naquele momento, decidiu buscar orientação no OpenAI ChatGPT.
Consulta ao ChatGPT levou ligação ao conselho tutelar
Na carta, ela conta que perguntou à inteligência artificial o que poderia fazer diante da situação.
Segundo o relato, o ChatGPT mencionou a possibilidade de procurar um órgão de proteção infantil de forma anônima.
“Eu não sabia o que fazer. O ChatGPT explicou que existiam serviços onde eu poderia pedir ajuda anonimamente”, afirmou.
Ela diz que procurou orientação emocional, mas não imaginava que a situação evoluiria para uma intervenção policial.
“A pessoa mais surpresa fui eu”
Um dos trechos mais emocionantes da carta descreve o momento em que policiais chegaram ao local e conduziram o ex-técnico.
“A pessoa mais surpresa fui eu mesma.”
“Quando vi meu pai sendo levado pela polícia diante dos meus olhos, desabei em lágrimas.”
A jovem afirma que jamais imaginou que a situação tomaria proporções tão grandes e admite sentir vergonha pela repercussão nacional do caso.
“Estou profundamente envergonhada por tudo isso ter se tornado algo tão grande”, escreveu.
Filha nega agressões físicas graves
Ela também rebateu parte das informações divulgadas inicialmente pela imprensa japonesa.
Segundo a carta, não houve socos nem chutes.
A filha afirmou que sua própria forma emocional de relatar os fatos acabou contribuindo para interpretações exageradas.
“Minha maneira excessiva de explicar a situação fez com que parte das reportagens não refletisse corretamente a realidade.”
Ela ainda tranquilizou pessoas preocupadas com sua saúde física.
“Meu corpo é forte e não há motivo para preocupações.”
“Meu pai e eu já fizemos as pazes”
Apesar da crise familiar e da intensa repercussão pública, a jovem afirma que pai e filha já se reconciliaram.
“Meu pai e eu já fizemos as pazes, então peço que não se preocupem.”
No encerramento da carta, ela faz um apelo emocionado para que ataques virtuais e comentários ofensivos parem de atingir sua família.
“Sei que, nos dias de hoje, talvez seja difícil impedir críticas e ataques nas redes sociais, mas espero sinceramente que as pessoas evitem esse tipo de comportamento.”