“Minhas filhas dizem que o papai é fofo”: músico japonês de 47 anos fala sobre viver como “pai crossdresser”

Após começar a usar roupas femininas em um trabalho como modelo, Takuma Tani transformou a experiência em parte de sua identidade e hoje fala abertamente sobre diversidade e família.

“Minhas filhas dizem que o papai é fofo”: músico japonês de 47 anos fala sobre viver como “pai crossdresser”

O músico japonês Takuma Tani, de 47 anos, contou como passou a viver usando roupas femininas no dia a dia após começar a fazer trabalhos de modelo vestido como mulher aos 33 anos.

Segundo Tani, tudo começou durante uma sessão de fotos para uma revista, quando foi convidado para substituir uma modelo feminina. Apesar da vergonha inicial, ele recebeu elogios da equipe e acabou sendo chamado para novos trabalhos relacionados à moda feminina.

O músico afirma que o reconhecimento profissional ajudou a mudar a forma como enxergava o próprio corpo. Antes, considerava sua baixa estatura e físico magro como um complexo, mas passou a receber comentários positivos e elogios relacionados à aparência delicada.

Com o passar do tempo, vestir-se como mulher deixou de ser apenas um trabalho e se tornou parte natural de sua rotina. Atualmente, Tani afirma sentir-se mais confortável usando roupas femininas do que roupas masculinas.

Ele também revelou que enfrentou dificuldades inesperadas após assumir esse estilo de vida, incluindo episódios de assédio em trens e constrangimentos relacionados ao uso de banheiros públicos.

“Minhas filhas dizem que o papai é fofo”: músico japonês de 47 anos fala sobre viver como “pai crossdresser”

Pai de duas meninas, de 6 e 8 anos, Tani costuma buscar as filhas na escola vestido com roupas femininas. Segundo ele, as crianças encaram a situação com naturalidade e costumam dizer: “Papai é fofo”.

“O ambiente dentro de casa sempre foi assim para elas, então não existe estranhamento”, explicou. Em eventos escolares, algumas crianças perguntam se ele realmente é o pai das meninas, e Tani responde de forma simples e natural.

Ele afirma perceber que as novas gerações possuem maior compreensão sobre diversidade e raramente fazem comentários ofensivos relacionados à aparência das pessoas.

Tani também recebe mensagens de pessoas que enfrentam conflitos semelhantes, especialmente indivíduos que não conseguem conversar sobre o assunto com a família. Para ele, ainda existe um forte preconceito ligado à ideia de que homens mais velhos não podem usar roupas consideradas femininas.

“O importante é vestir aquilo que gosta e viver da maneira que faz sentido para você”, afirma o músico, que busca transmitir uma imagem mais positiva e natural sobre o universo da chamada “crossdressing”.

A trajetória de Tani vem chamando atenção no Japão como um exemplo de liberdade individual e de transformação das discussões sobre diversidade dentro da sociedade contemporânea.

Fonte: Bunshun Online

“Minhas filhas dizem que o papai é fofo”: músico japonês de 47 anos fala sobre viver como “pai crossdresser”