No recente caso de roubo seguido de morte ocorrido na província de Tochigi, seis pessoas, incluindo um estudante de ensino médio de 16 anos, foram presas. Um ex-menor infrator, atualmente na prisão após participar de diversos assaltos em diferentes regiões do Japão, revelou detalhes sobre o funcionamento dos chamados “yami baito” — trabalhos ilegais recrutados pela internet —, as formas de aliciamento e os limites das medidas de prevenção.
Convites para “ganhar dinheiro” aparecem nas redes sociais
Segundo o homem, hoje na faixa dos 20 anos, o recrutamento criminoso ocorre de forma extremamente acessível.
Ele explica que bastava publicar posts em redes sociais utilizando hashtags específicas para começar a receber mensagens de recrutadores.
“As palavras-chave são hashtags como ‘dinheiro imediato’, ‘quitar dívidas’, ‘pagamento diário’, ‘alto salário’, ‘estou com problemas financeiros’ ou até ‘trabalho em resort’. Quanto mais hashtags populares você coloca, mais convites aparecem, desde trabalhos aparentemente legais até atividades criminosas. Quando a conversa vai para Signal ou Telegram, é 100% crime.”
O ex-detento afirma que muitos jovens vivem em ambientes vulneráveis e acabam sendo facilmente atraídos pela promessa de dinheiro rápido.
“Eu fazia trabalhos temporários no dia a dia para evitar chamar atenção da polícia. E, de vez em quando, aceitava serviços com retorno alto.”

